quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Teus olhos

Teus olhos,
Setembros encapados
De lua, cristal e alguma sujeira
Embaçam-me as idas e vindas
E minhas voltas ao redor das fogueiras.

Teus olhos,
Tempestades castanhas,
Calmaria estranha,
Calamidade íntima.

Teus olhos,
São eles que pulam
Que vendam minhas vistas
Enquanto a serenata que faço
Pendura-se em suas orelhas.

[Chega aqui, traz o pedaço de mim que esqueci dentro de seu coração]

Angelo A. P. Nascimento
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