quinta-feira, 5 de maio de 2011

Poeira


Eu brinco na poeira
Meu bem
Desenhando coisas lindas na sujeira
Pendurando nas teias
Fragmentos de tudo aquilo
Que guardado tem.

Não há caixas
Não há escritos
Há somente sentimentos
Mãos soltas
E olhares desvanecidos.

É tanto mofo
Que mal se vê
A claraboia dos teus olhos
Que ainda insiste
Em iluminar.

Angelo A. P. Nascimento
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