quinta-feira, 2 de julho de 2009

Silêncio

Pura falta de inspiração me toma esses dias, não sabendo o que escrever e não conseguindo organizar qualquer idéia. Queria postar algo mais divertido, mas não ando na lista do Top 10 bem-humorados da semana. Queria escrever outra poesia, mas a que eu quero é de se jogar do vigésimo andar e, como já postei umas pesadas recentemente, tenho medo de me tornar responsável por alguém que amarrou uma pedra no pescoço e se jogou no Ganges, ou no Potengi, ou no Tietê, ou no riacho de sua cidade (vale açude). Então, para fugir desse marasmo mental e tentar neutralidade, lá fui eu buscar mais coisas guardadas (não, eu não estou fazendo faxina para encontrar tanta coisa antiga!) e achei um poema dessas épocas em que nada acontece, reinando a monotonia. O texto que segue é de 28 de agosto de 2001. Sensações se repetem.


Aguardo a inspiração (demore não, "fia"!)

Abraços a todos.

Angelo

Tudo em volta está em estranha calmaria
Papel, lápis e eu nos olhamos
E sobre nada temos conversado.
Silêncio, sórdida estampa,
Não há palavras a serem soltas
Não há nada a ser dito
Não há nenhuma dor
Não há nenhum amor
Não há gritos ou mexericos.
O mundo está em sua órbita
O coração está bem em seu lugar
Não há lágrimas ou sorrisos
Nem inimigos
Nem amigos
Não há solidão ou saudade
Tudo está em estase
O silêncio,
Só ele...
(Angelo A. P. Nascimento)
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