quarta-feira, 22 de julho de 2009

Eu acho que vi o amor

Esse mês tenho andado com a cabeça ruim para escrever, sem idéias, sem achar as palavras certas. Em verdade, não sei nem que sentimento quero pôr aqui; algo mais denso ou, quem sabe, algo mais leve, mais humorado.
Mas, por outro lado, Julho tem tido suas experiências interessantes: vi e falei com pessoas que há muito não partilhava da presença. E foi muito bom, com especial referência a duas amigas que hoje estão distantes, uma no Maranhão e outra em São Paulo, as quais estimo de coração.
E renovando o "falar em amizade", essa semana participei da organização de uma comemoração do "Dia do amigo" de um grupo de pessoas portadoras de doenças crônicas, na Unidade de Saúde em que trabalho. Elas revelaram seus sentimentos umas as outras, trocaram abraços, houve música e tudo mais. Entretanto, uma situação me chamou a atenção: na simplicidade das pessoas que compunham aquele grupo de pacientes, uma senhora levantou-se com um pedacinho de papel na mão e começou a cantar. Fiquei tão preocupado em entender cada palavra que ela entoava, que mal me importei em saber de sua afinação.
Com uma rosa na mão, ela dirigiu-se a outra mulher, também paciente, e abraçou-a ternamente dizendo:

- Você é minha amiga e você sabe por quê.

E a outra respondeu:

- Sim, eu sei.

Aquele abraço foi tão demorado, tão verdadeiro, com tanto sentimento...
Acho que se a gente pudesse ver o amor, ele seria daquele jeito, sem reservas, inteiro.
Aquele abraço, que eu tive o privilégio de ver, tinha a força para justificar uma vida inteira e foi um dos momentos mais lindos que já presenciei!
Ainda agora, dois dias depois, encontro-me inundado de tanta emoção e isso renovou minha fé nas pessoas.


[Para todos de dentro do meu coração, de fora dele, para os que acham que estão fora e para aqueles que se perderam do meu amor.]
Angelo A. P. Nascimento
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