sexta-feira, 19 de junho de 2009

Poeminha para aquilo que se espera na janela

Foto: Ana Castro (Disponível em http://www.flickr.com/photos/31325309@N00/16872799/)
Amor, quem dera bicicletas,
Carreira, brisa, som de sino,
Fim da expressão de espera.
Quem sabe, amor, congela
Esse tempo que nos mastiga
E não surge pressa.
Amor, quem dera não existir espaços,
Somente um só lugar que nos vela.
Quem dera, amor, quem dera,
Que tudo acontecesse conforme o que se reza,
Quem dera fôssemos os amantes derradeiros,
Quem dera pudéssemos guardar
A sensação do primeiro beijo
E seguir como linhas férreas,
Sempre paralelas,
Até alguma boa estação,
Onde os tantos sorrisos já não importam
Pois estaremos esperando um pelo outro
Com flores na mão,
Café no fogão
E rosto na janela.

Angelo A. P. Nascimento
(09 de maio de 2002)
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