domingo, 7 de junho de 2009

Descanso

O tirano descanso esquecido
De um corpo largado no canto
Sem chama.
Sem cobertor,
Sem outro corpo aquecido.

O tirano pesadelo submundo
Insólito e insípido
Inflamável e estúpido
Com agulhas, cateteres e navalhas.

O descanso aqui inscrito
Prossegue hibernável e divino,
Sinalizado por lápides e mármores frios.

Prossegue tênue
Amarrado à vida por um barbante.

E, no céu,
Minha consciência flutua,
Tipo pipa de menino,
Com rabiola colorida e vento,
E muito vento...



Angelo A. P. Nascimento

(2002)
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