quarta-feira, 25 de maio de 2011

Campo de flores minadas


                                         
Eu penso tanto em tudo
Que meus pensamentos
Arremedam a sua voz
Como se dessem a resposta
Ao que não entendo
Por você não dizer

E essa coisa aqui por dentro
Esse estranho espaço branco
Não tem lápis que o risque
Mas tem nódoas
Que em nada se acanham
Em sujar minhas lembranças

Sigo manchado
Por letras
Vozes
Fatos
Abraços
Beijos
E adeuses

E se penso na retomada
É sozinho que marcho
Nesse campo de flores minadas.

[Eu, beija-flor
Você, explosivo]

Angelo A. P. Nascimento
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