sexta-feira, 22 de julho de 2011

Madrugadas



Eu me perco em insônias
Nas minhas cores de madrugadas
Nos meu quereres sabidos
Ainda que não queridos

E eu te vejo
Embora não passes
Eu te escuto
Embora te cales
E eu te chamo
Embora não ouças

E toda essa frágil farsa
É um desalento de alma
Porque ainda tenho medo do escuro
Que é viver sem sua luz

É de mim
Que todo o amor tenta partir
É em mim
Que se espreme
O que não pode se expandir

E nenhuma palavra
Nenhuma frase
Verso
Poema
Canção
Ou o desmitificado amor sincero
Foi suficiente
Para dizer que fiques
Ou para te impedir de irdes

E continuamos
Curvados nos sentidos
E sobre os anos em que tentamos voar
E continuamos
Secando em desenganos
Colecionando troféus
Contas de orgulho, tristeza e fel

Tenho tantos estilhaços
Favor recolher
Os que lhe pertencem
Pois alguns pesam
Outros cortam
Outros estranhamente me dão prazer.

Angelo A. P. Nascimento
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