domingo, 17 de julho de 2011

Desamor


Eu não vou responder
A essa desinfeliz ironia
Dessa roda que gira
Meio morta
E meio viva
Porque sou só eu e minha melancolia
Com os pedaços de sua incerteza
Que brigam com essa desagonia

O presente simplesmente desacontece
E as madrugadas
Com estrelas e luas murchas
Iluminam pobres
Os sonhos em que você desfila
Como o melhor erro meu

Eu te vi tantas vezes
Quando não queria
Te tive tantas outras
E jamais poderia
Desacertar esse compasso
Do amor que só morria

Olha nos meus olhos
E me diga
Qual o peso da desalegria
Porque só palavras inventadas
Para falar de uma dor
De uma vida desistida
Que se esvai
Em cada gota d’água
Da lamentação
Desse mal de amar.

Angelo A. P. Nascimento
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