segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Analfabetismo

Escrevi amor nas ruas
Nas paredes que toquei
Nos lugares que pisei
No vento que anunciava chuva
Escrevi amor nos atos
Tal qual letreiro luminoso em meus lábios
Escrevi nas músicas dos rádios
Nas buzinas do trânsito
Escrevi amor na vida dos vizinhos
Nas portas dos prédios
No cotidiano dos transeuntes que vinham
Nos livros da faculdade
Nas minhas dificuldades
Na minha tatuagem
Nos troncos das árvores.

Tudo ao meu redor tinha esta etiqueta
E jurei indelével
O amor que em ti escrevi
E que não soubeste ler.

Angelo A. P. Nascimento
(28 de maio de 2001)
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