"Quem disse que o amor é torácico? Ele tem que ser visceral, como o pâncreas. E não quero nenhum amor menos do que isso." (Angelo Augusto Paula do Nascimento)
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Espera
Tem uma parte de mim
Que quer fechar portas e janelas
Desistir dessa espera
De você voltar...
Angelo Augusto Paula do Nascimento
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Porque eu não dormia
Me perguntavam
Por que eu não dormia
Era porque a vida era acesa
E o coração insistia em incendiar
Era porque sua ausência
Era vaga-lume
Era porque toda dúvida subia
Como a lua cheia
Em pleno meio-dia
Eu não dormia
Porque não importava
Se você estava ou sumia
Pois tudo que de ti partia
Alumiava minhas retinas
[Minha insônia iluminada...]
Angelo Augusto Paula do Nascimento
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Do lado esquerdo da cama
Eu te escrevo
Do lado esquerdo da cama
De onde, insone
Enlouqueço enquanto te quero
Enquanto te culpo
Enquanto me desespero
Onde o travesseiro afunda
Com suas insolências
Eu te escrevo
Do lado esquerdo da cama...
[E de onde você me escreve?]
Angelo Augusto Paula do Nascimento
sábado, 26 de janeiro de 2013
Urgências
Eu tenho minhas urgências
Meu bem
E você pode não compreender
Esse desespero por amor
Essa necessidade de tanto querer
Sou meio triste
Sou meio comum
E totalmente avassalador.
Angelo Augusto Paula do Nascimento
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Olhai para mim
Olhai para mim
É triste o que sinto agora
Eu não me conheço
Sou quem eu nunca vi
Olhai para mim
Não há soberba no meu sentimento
Há um constante estranhamento
Das coisas que já me foram cotidianas
Olhai para mim
Já não sou homem
Envelheci menino
E preciso de alguém
Que me embale para dormir.
Angelo Augusto Paula do Nascimento
sábado, 12 de janeiro de 2013
Eutanásia
Existe uma parte de mim
Que quer morrer
Espraiar como a onda do mar
Que quebra e se aborta
Existe uma parte de mim
Que não tem retorno
Que ficou no escuro
Sem belezas, sem traços
Existe uma parte
Que quer se encerrar
Que quer deixar de sentir
Que quer sumir
E tem o meu eu todo
Que quer anestesiar.
[Hora da eutanásia
Desligando os aparelhos...]
Angelo Augusto Paula do Nascimento
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
A tristeza exata
Mais tarde, amor
Agora vou comprar o pão
Não vou fazer poesia
Não insista, não
Parece normal
Sentar e te olhar
Mas não consigo
Existir sem penar
Porque eu preciso de música
Eu preciso de tua pele
Pra falar
Preciso de uma tarde que caia
Preciso da tristeza exata
E essa você não pode me dar
Eu sinto
Parece que me persigo
Que me jogo à própria sorte
Tudo é muito forte na hora
É quase desumano ficar
Mais tarde
Mais tarde, calor
Mais tarde
Agora não consigo
Agora tudo sinto
Agora sou tão teu
Agora tão ateu
Esse amor.
Angelo Augusto Paula do
Nascimento
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