terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Olhai para mim


Olhai para mim
É triste o que sinto agora
Eu não me conheço
Sou quem eu nunca vi

Olhai para mim
Não há soberba no meu sentimento
Há um constante estranhamento
Das coisas que já me foram cotidianas

Olhai para mim
Já não sou homem
Envelheci menino
E preciso de alguém
Que me embale para dormir.

Angelo Augusto Paula do Nascimento
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