domingo, 23 de outubro de 2011

Como se o amor fosse feito de taipa


Escrevo como quem se desespera
Como garotas que esperam em janelas interioranas
Como flores baldias que crescem desodernadas
Como se o amor fosse feito de taipa

Escrevo para olhos cegos
Para o seu coração despreparado
Para amarrar sentimentos e braços

Escrevo como quem procura
O verso perdido na sala
Na cozinha
Na chaleira
Atrás das cadeiras

Escrevo por não se ler o dito
Por viver clichês
Vexames
E o coração em nudismo

Escrevo como se fosse cheio de desgraças
Como se fosse criança e não brincasse
Como se castigo consertasse
Aquilo que insisto sentir.

Angelo Augusto Paula do Nascimento

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