sábado, 10 de outubro de 2009

Hoje

Hoje,
Não há idéias sobre o nada
Somente o meu corpo deitado
Meu olhar verticalizado
E uma constelação de fragmentos
Do teu agora vazio.

Hoje,
As rádios não tocam qualquer boa música
Não brotam boas poesias
E não vamos comer pastéis.

Hoje,
O mar de azul está cinza
Não há para quem pronunciar o seu nome
É imposssível escutar o timbre de suas vogais.

Hoje,
Procuro o teu peso e o entrelace,
Cadê o meu apelido que só você sabe?
Cadê o teu conforto de fim de tarde?

Hoje,
Cai a espada e volto a ser príncipe
Sou normal, humano e choro,
Mas você está fazendo a coisa certa...

Angelo A. P. Nascimento
(19 de fevereiro de 2002)
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