terça-feira, 28 de abril de 2009

Mais um dia branco

Eu poderia apenas dizer que são muitos meses, mas não posso nos resumir assim. Queria encontrar as palavras certas do jantar que naquele dia fiz e não consegui expressar. Queria poder fazer com que sua intimidade entendesse o que o meu coração tanto quer falar a você a todo instante.
...
Mas minhas fraquezas humanas hoje me nublam, como os dias frios e embaçados observados pela janela, sem muita interação. As palavras que tanto me acompanham apenas me fogem pelos dedos, sem cumprir sua missão de contar aquilo que meu amor conversa, com todos os pêlos de seu corpo e com sua barriga, de forma tão ingênua e perversa.




Encontro-me bobo, mais uma vez, diante do sentimento que você me provoca, após mais de mil dias.
Encontro-me fragmentado, sob a desculpa de você vir me juntar pedaço por pedaço e me reconstruir melhor do que antes.
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Não conecto pensamento qualquer que não seja gratidão por ter me tornado o que sou, por me fazer descobrir que dentro de mim cabe um amor, que tem as suas medidas, mas insiste em transbordar por todo o meu cotidiano.
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Quase mil e quinhentos dias brancos.

Mais um dia branco.
Te amo.

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