sábado, 12 de novembro de 2011

Desoferecer


Me conta do fim
Das palavras que sangraram
Conta de novo
Quero escutar tudo que perdi
Enquanto parado
Não acreditava
Nas coisas que abandonávamos aqui

Não, não há compreensão
Pela sala procuro os controles
Do remoto sentimento
Que se dilui
Sem cheiro
Gosto
Ou qualquer sintoma de erro

E tudo chove
Desmancham-se as tintas
Lembranças coloridas
E de braços bem abertos
Afasto o mundo em volta

Tudo se rarefaz
Contra a minha vontade
E meu único medo
É esquecer
Que um dia tive tanto amor
Por viver tanto esse desoferecer.

Angelo Augusto Paula do Nascimento
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