sábado, 23 de janeiro de 2010

Taquicardia

Olho tudo em volta
A aridez do dia
O calor frenético dos passos
Os pombos que arrulham por lá

Aqui
Meu coração segue quebrado
Como se as rotações fossem brutas
Na translação do nosso amor taquicárdico


Sentado
Observo aquilo que passa transeunte
As estrelas que aparecem em alguma hora
No fim de tarde
Na noite que se demora

Pirilampos
Cheiro de chuva que abafa
Um espaço aqui ao lado
As cores que se misturam em você

Apenas
Forçosamente mantenho os olhos fechados
Escuto as músicas que se aventuram rotas
Pela escadaria de minhas ouças

Faço
Uma prece pedindo por paz nas tragédias
Que tudo não se perca pelas sensações insensatas
Que a vida desacelere para todos e clame calma

Sozinho
Busco entender um pouco de tudo
Solucionar certos litígios do mundo
E manter o coração sob controle

(Até hoje você o mantém aos pulos)

Angelo A. P. Nascimento

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