sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Beije-me

Beije-me e deixe apenas tudo passar
Deixe que as brigas se exasperem
Deixe que a dor canse de doer
Não tenho paciência para conversas
Tenho sede que só sua pele sabe matar

Beije-me
Serei sempre só aquele que se perdeu
O que não soube achar sequer suas delícias
Aquele patético risonho espectador de sua graça

Beije-me
Deixe o tempo correr caquético por debaixo de nossos olhos
Deixe que se diluam os abraços trocados
Deixe que a sensação de eternidade se desvaneça com sinceridade

Beije-me silentemente e serei aquele que sempre amou mais do que podia.


Angelo A. P. Nascimento
"As coisas que não conseguem ser olvidadas continuam acontecendo."
(Mário Quintana)
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