sábado, 31 de janeiro de 2009

A primeira do fundo do meu pâncreas!

Olá!

Não sei como funciona um blog, mas depois de ver alguns eu pensei poder ter o meu. Não que eu saiba o que escrever, nem por que escrever, e o pior de todos, nem para quem escrever! A realidade é que eu não sei quantas vezes escreverei aqui, nem com que regularidade. mas estou embarcando! De preferência, as fotos, as poesias e textos serão de minha autoria. Quando não forem, colocarei os devidos créditos. Como algumas são fortes, leiam sempre no vigésimo andar. Afinal, não gostou, se jogue.

Você deve estar se perguntando o porquê do título. Entenda que é a mesma coisa que do fundo do meu coração, só que é mais fundo! Portanto, nada mais justo que no primeiro dia eu tire algo bem de lá. O que transcrevo abaixo é algo que já escrevi em outro tempo, em outro ano. Caros amigos, eu já me declarei a alguém um dia! Eu já fui menos corrompido pela vida...

Abraços!



"Hoje, ao conversar com um amigo sobre relacionamentos fracassados, senti-me angustiado com tudo ao meu redor. As dores indescritíveis, os sofrimentos sem solução, os dilemas... Confrontei-me com a fragilidade do meu mundo...

Percebi que em muitos relacionamentos metade da personalidade das pessoas está submersa e que, junto com esta metade, estão afogados seus sentimentos reais, suas perspectivas de mundo, suas expectativas e vontades que querem elas estar longe do julgamento de qualquer outro ser. É o lado adormecido e desconhecido que só conhecemos no fim. O mesmo lado que, de tão obscurecido e inexplorado, nos põe um medo enfadonho de amar e se entregar a um outro alguém. O medo que aquele lado do outro seja igual ao nosso lado submerso...

Não quero seguir a minha vida com medo do que possa me faltar amanhã ou do quanto sofrerei se não estivermos mais juntos. Quero ocupar o meu tempo com a esperança de construir cada vez mais novas lembranças a nosso respeito, de modo que chegue a época em que minha cabeça cansada não conseguirá lembrar de um só ato realizado sem você ao meu lado. Quero viver, sim, cada dia contigo, comemorando a sua parte visível e explorando e transformando os medos e fraquezas de seu lado imerso, pois o amor é a imagem da luz por toda a fronte, por todos os lados.

Ajuda-me a clarear este meu lado desconhecido também. Ajuda-me a encontrar o nosso momento de compreensão máxima; aquele momento em que o nosso sentimento se faça tão sólido e bonito, mesmo por um segundo sequer, e assim ele tenha a força de justificar a nossa vida inteira. Não quero seguir com medos ou passos ensaiados pela sua vida. Quero me sentir sempre assim: pleno, completo, amado e capaz de dar o que houver de melhor em mim. Quero sempre essa sensação que você me proporciona de ser a pessoa mais forte do mundo, a única com propriedade em te proteger e amar com as medidas exatas que acabam por transbordar, sempre.

Se eu sempre vou te amar, não sei. O inverso também é tristemente de resposta desconhecida. Mas escolho (escolher é a diferença) seguir sempre em frente, acreditando que você sempre estará amanhã no meu dia, me ajudando, apoiando ou me acompanhando, simplesmente. Quero acreditar que você vai estar lá sempre, exercitando o seu dom de fazer a minha vida a melhor que alguém poderia desejar. Você não sabe o quanto o meu mundo é melhor por você estar aqui. Que todos possam entender que o mesmo medo que nos faz continuar solitários é o mesmo que nos entrega a alguém. Sua capacidade dolorosa é a mesma. Ele faz parte do amor, assim como temos nossa parte desconhecida e imersa. A diferença está na maneira de olhar."

“... Não existe amor sem medo... Boa noite...” (Djavan)
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