domingo, 9 de maio de 2010

De volta às minhas letras


Porque bendito me chamaste
E todo o sentimento que me aplainava a alma.

Eras tu que, de sopapo,
Saltava de canto a canto
De minha personalidade reverberada.

Teus gritos, choros e gemidos
Arrulhavam frios nas minhas orelhas
Teus dedos macios e bêbados
Que corriam na minha pele
Quente e trêmula,
Arrepiada por suas luas cheias.

Sim, porque bendito era o teu nome
Tuas delícias,
Teu sono.

E assim, perdido e sereno,
Dormiste em meu peito arredio,
Coberto de minhas afeições inseguras.

Boa noite,
Boa noite...

Estou de volta às minhas letras...

Angelo A. P. Nascimento
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